O ouro subiu à medida que os investidores deixaram de lado as tensões na Venezuela e se viraram para uma série de dados económicos importantes nos EUA. A prata registou uma subida pelo terceiro dia consecutivo.
O preço do ouro à vista subiu cerca de 1,1% na terça-feira, sendo negociado acima dos 4.495 dólares por onça, depois de ter acumulado uma subida de 2,7% na sessão anterior, em resultado da captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que injetou nova incerteza geopolítica nos mercados.
Embora o cenário político na nação sul-americana continue instável, os investidores voltaram a sua atenção para uma série de dados económicos dos EUA previstos para esta semana — incluindo o relatório de emprego de Dezembro, que será divulgado na sexta-feira. Um indicador da atividade industrial veio abaixo do esperado na terça-feira, reforçando as expectativas de um corte de juros — o que ajudou a impulsionar o ouro, um metal que não rende juros.

A escalada na Venezuela proporcionou um impulso de curto prazo à procura de ouro como ativo de refúgio, mas o seu impacto "pode ser limitado", a menos que as tensões nas Caraíbas aumentem ainda mais, disse Dilin Wu, estratega do Pepperstone Group Ltd., numa nota.
O ouro acaba de registar o seu melhor desempenho anual desde 1979, atingindo uma série de recordes ao longo do ano passado, impulsionado pelas compras dos bancos centrais e pelos fluxos de entrada em fundos negociados em bolsa com base no ouro. Três cortes consecutivos das taxas de juro por parte da Fed também contribuíram para a valorização dos metais preciosos, que não rendem juros.
O ouro atingiu um máximo histórico de 4.549,92 dólares por onça a 26 de dezembro. Alguns dos principais bancos preveem novos ganhos este ano, especialmente com a expectativa de que a Fed anuncie novas reduções das taxas de juro e com a reformulação da liderança do banco central norte-americano sob a presidência de Trump. O Goldman Sachs Group Inc. afirmou no mês passado que a sua projeção base era de uma subida para 4.900 dólares por onça, com riscos de valorização ainda mais elevados.
No curto prazo, porém, existe a preocupação de que um amplo rebalanceamento dos índices das matérias-primas possa pressionar os preços. As subidas recorde do ouro e da prata podem levar os fundos de investimento passivos a vender alguns contratos para se adaptarem às novas ponderações, a partir de quinta-feira.
A prata teve uma subida de até 6,3% na terça-feira. Na China, a LONGi Green Energy Technology Co. anunciou que vai começar a substituir os metais básicos pela prata nas suas células solares, na mais recente iniciativa do setor para mitigar o aumento do preço do metal branco.
Às 16h52 em Nova Iorque, o ouro atingiu os 4.496,34 dólares por onça. A prata subiu 6,2% para 81,31 dólares a onça. A platina e o paládio registaram subidas superiores a 6%. O Índice Bloomberg do Dólar à Vista, um indicador da força da moeda norte-americana, subiu 0,2%.
Fonte: Bloomberg
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